Autoconhecimento como ferramenta de libertação emocional
AUTOCONHECIMENTO COMO FERRAMENTA DE LIBERTAÇÃO EMOCIONAL
Uma vez me disseram que eu era uma "encantadora de pessoas" e não, não foi um elogio.
Já ouvi que mulheres precisam ser quietas e discretas, já ouvi que minha oratória era balela. Já riram muito de mim.
E o pior: isso me machucava demais, me sangrava. Me doía saber que a melhor das minhas intenções, toda minha sinceridade e lealdade, não eram (muitas vezes) o suficiente.
O autoconhecimento me libertou dessas vozes e julgamentos. Me descobri: quem sou, como sinto e o que sinto. Como funciono, quais são as minhas ferramentas de defesa. Minhas qualidades e defeitos.
Descobri que minha habilidade de colocar panos quentes era na verdade uma capacidade natural de conciliar e mediar.
Ouvir as pessoas e me comunicar com elas não era e nunca foi encantamento, era na verdade uma habilidade de empatia aprimorada a custa de muitas , muitas dores vividas.
Eu acredito nas pessoas e nas dores delas, acredito nas relações, acredito nas conversas, nas mudanças. Acredito (enquanto houver espaço para isso).
Muitos de nós (não todos, naturalmente) precisamos ser ouvidos, validados e encorajados a entender o outro? Não! A nos entender.
Afinal, nenhum de nós (infelizmente) nascemos com um manual de instrução. E, portanto, não somos nem os elogios e nem as críticas que nos fazem - estamos em constante descoberta e aprimoramento.
Então, o meu lema é: senta aqui do meu lado e me conta, a gente toma um café e tenta entender.
Às vezes faço isso também com um microfone nas mãos.
Não tem manual, mas há caminhos, inúmeros caminhos.
Com amor
Hel


